Notícias

Preços das tarifas de frescões e de integração são reduzidos no Rio

Preços das tarifas de frescões e de integração são reduzidos no Rio

onibusfrescao

Após a queda do preço da tarifa dos ônibus municipais do Rio de Janeiro, a prefeitura reduziu os valores das passagens do transporte executivo com ar-condicionado, os “frescões”.

De acordo com tabela publicada no Diário Oficial do Município, os preços variam de R$ 10,60 a R$ 15,80, conforme a linha escolhida.

Uma outra portaria determinou a redução das tarifas de integração dos ônibus com as vans e o metrô. A medida, que já está valendo desde ontem, foi tomada porque as passagens dos coletivos baixaram de R$ 3,60 para R$ 3,40 por ordem da Justiça na última quarta-feira.

No caso da integração com as vans, o valor foi fixado nos mesmos R$ 3,40 — antes era R$ 3,60. Por sua vez, a passagem de integração do BRT com as estações do metrô em Vicente de Carvalho (Linha 2) e no Jardim Oceânico (Linha 4) caiu de R$ 6,20 para R$ 6,05. A nova tarifa para as linhas de ônibus expressas que operam integradas com o metrô passou para R$ 5,40.

O valor da integração das vans — que atendem os moradores da Rocinha e do Vidigal — com o metrô, nas estações de São Conrado e do Jardim de Alah, caiu de R$ 5,40 para R$ 5. Mas, na prática, esse preço não é seguido hoje. Em outubro, a concessionária Metrô Rio já havia instituído uma tarifa promocional de R$ 2,90 durante três meses.

Na semana passada, uma liminar determinou a redução da passagem dos ônibus municipais de R$ 3,60 para R$ 3,40. Foi a segunda ordem judicial para cortar a tarifa este ano. Na ação, o promotor Rodrigo Terra sustentou que, no reajuste de 2014 para 2015, quando a tarifa subiu de R$ 3 para R$ 3,40, a prefeitura autorizou indevidamente um acréscimo de R$ 0,20, além do que estava previsto em contrato. O Rio Ônibus (sindicato das empresas do setor) cumpriu a decisão, mas já entrou na Justiça para tentar suspender a medida.

Em meio às discussões sobre os valores, os rodoviários planejam fazer uma paralisação de cinco horas (das 4h às 9h) na próxima terça-feira. A categoria alega que o desemprego no setor está alto e que não tem aumento salarial há mais de um ano. Diante da ameaça, o Rio Ônibus entrou ontem na Justiça com um pedido de liminar para impedir a paralisação.
— Respeitamos o direito de greve. Mas começaram a ser divulgados panfletos em que a categoria ameaça obstruir várias vias da cidade com os coletivos. Essa situação, em lugar de resolver o problema, vai criar um problema — disse o presidente do Rio Ônibus, Claudio Callak.

O prefeito Marcelo Crivella, defendeu ontem que empresários e rodoviários busquem um entendimento. Ele acrescentou que a prefeitura vai exigir que os serviços sejam mantidos. Segundo Crivella, os consórcios poderão ser multados caso não mantenham em operação a frota prevista em contrato.
— Estou aberto a receber os empresários e os rodoviários — disse o prefeito.

Claudio Callak, por sua vez, disse que há meses tenta agendar reuniões com o prefeito para discutir problemas do setor, mas sem sucesso.

Fonte : O Globo

< Voltar