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Maioria do STF mantém possibilidade de prisão após condenação em segunda instância

Maioria do STF mantém possibilidade de prisão após condenação em segunda instância

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Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) se reuniram nesta quarta-feira (5) para analisar ações protocoladas pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)  com críticas ao entendimento do tribunal que determinou, em 17 de fevereiro, a prisão de pessoas condenadas em segunda instância.

Com a votação empatada, coube à presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, decidir sobre o cumprimento de penas antes do trânsito em julgado (final do processo).

“Tendo havido a fase de provas com duas condenações, a prisão não me parece arbítrio”, considerou a ministra durante o seu voto.

Na votação de hoje, os ministros Edson Fachin, Roberto Barroso, Teori Zavascki, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes se posicionaram a favor da detenção.

Já o relator do caso, o ministro Marco Aurélio, votou contra a prisão – mesmo depois da condenação em segunda instância. Os ministros Dias Toffoli, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello seguiram o relator.

O ministro Teori Zavascki avaliou que a presunção da inocência não impede a obrigatoriedade do cumprimento da pena: ”Se a presunção deve disponibilizar meios e oportunidades para o réu intervir no processo, ela não pode esvaziar o senso de justiça”, avaliou.

Fonte : UOL

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