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Governo articula para tentar votar Previdência na Câmara em 2017

Governo articula para tentar votar Previdência na Câmara em 2017

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O governo está se articulando para tentar votar a reforma da Previdência ainda em 2017 na Câmara. A proposta deve ficar mais enxuta e a economia deve cair pela metade.

Previdência foi o item número um da agenda de Michel Temer. Uma reunião rápida com a equipe econômica, o relator da reforma, alguns líderes e o presidente da Câmara. Havia um consenso : do jeito que está a proposta não passa. Então, ficou acertado : o relator fará um novo texto para substituir o que foi aprovado na comissão da Câmara, retirando mudanças na aposentadoria rural e mantendo a contribuição mínima em 15 anos como é hoje.

A ideia é propor uma emenda global no plenário da Câmara. A equipe econômica se encarregou de refazer as contas. Dos R$ 700 bilhões em dez anos, previstos com a proposta original, a economia cai pela metade. O relator disse que dois pontos devem ser mantidos. “Não há de se pensar em fazer uma reforma da Previdência sem ter idade mínima, no mundo inteiro existe idade mínima para aposentadoria. O segundo ponto é acabar com privilégios, acabar com a diferença entre tudo aquilo que o servidor público tem e que o trabalhador da iniciativa privada não tem do ponto de vista previdenciário. Não é razoável que um possa se aposentar ganhando R$ 30 mil e o outro só possa receber R$ 5.300”, disse deputado Arthur Maia (PPS-BA).

O ministro da Fazenda mantém o discurso em defesa da reforma. “O governo mantém a sua proposta, o relatório como está. Evidentemente, de novo, como qualquer projeto legislativo, a palavra final é do Congresso. A palavra final não é do Executivo”, afirmou Henrique Meirelles.

Enquanto defende a reforma, o vice-líder do governo ataca os privilégios. Diz que o Congresso poderia votar a medida que acaba com os super-salários. É a estratégia para tentar atrair aliados para a reforma.
“Nos últimos 14 anos, o Tesouro Nacional transferiu R$ 1,268 trilhão para cobrir os privilégios dos altos salários do serviço público : juízes, procuradores, fiscais, desembargadores, ministros. Deputados e senadores já tinha reduzido, agora vão reduzir mais”, disse Darcisio Perondi (PMDB-RS).

E não é nem a oposição que está dificultando a vida do governo. Os aliados, acostumados a pressionar quando Michel Temer dependia deles para se livrar das denúncias, cobram cada vez mais caro pelo apoio. O Partido Progressista deu um ultimato, nesta quarta-feira (8), “ou o PSDB sai do governo ou o PP sai da base”. Eles querem os ministérios tucanos e, para quem precisa fechar a conta de 308 votos para aprovar a reforma, o caminho é antecipar uma reforma ministerial.

No início da noite, Michel Temer voltou a se reunir com aliados e equipe econômica.

Fonte : Jornal Nacional – Rede Globo de Televisão

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